(31) 3281-9543
(31) 3282-5425
Blog
24
abr
2019
MDR publica diagnóstico sobre condições de saneamento no Brasil

MDR publica diagnóstico sobre condições de saneamento no Brasil

Dados apontam necessidade de atualizar regras para o setor de saneamento no Brasil.

As redes coletoras de esgoto do País atendem 60,2% da população, segundo o 23º Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos (SNIS-AE), documento publicado pela Secretaria Nacional de Saneamento (SNS) do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Os dados – relativos a 2017 – foram concedidos por 3.865 cidades, o equivalente a 69,3% dos municípios brasileiros, e resultam do trabalho conduzido no âmbito do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

Segundo o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, as informações apontadas pelo SNIS-AE mostram a necessidade de atualizar as regras para o setor. Para tanto, o Governo Federal editou a Medida Provisória nº 868, que deverá ser analisada em breve pelo Congresso Nacional.

Saneamento é essencial e envolve uma série de questões. Impacta a saúde da população e, por consequência, a economia. Com uma rede de saneamento ampla e de qualidade, teremos uma população mais saudável e com maior capacidade de geração de renda, inclusive pela redução que poderemos ter a longo prazo de doenças causadas por condições ruins de saneamento. É neste contexto que entra a Medida Provisória. Com nova legislação, poderemos atender demandas das grandes cidades e de pequenos municípios, criando mecanismos para que as operações sejam rentáveis e que possam chegar à população com qualidade, destaca Canuto.

Cobertura de redes

A região Sudeste se destaca como a que tem a maior rede de cobertura na área urbana, com 83,2% dos municípios nessa situação. Por sua vez, no Norte, apenas 13% dos esgotos gerados são coletados. Os valores consideram somente o atendimento por redes públicas, não incluindo soluções individuais para o esgotamento sanitário, como fossas sépticas.

Além disso, o SNIS-AE aponta a necessidade de elevação dos índices de tratamento de esgotos. O volume efetivamente tratado – considerando-se o que é gerado – alcança 46% do total. Nesse quesito, o Centro-Oeste lidera, com 52% do esgoto gerado sendo tratado. No Norte, esse valor é de 22,6%.

Um país que é a nona economia do mundo não pode permanecer com os indicadores de saneamento como estão, posicionando-o entre os últimos do mundo neste setor. Portanto, temos a convicção que um novo marco legal para o saneamento é essencial para garantir um ambiente mais atrativo para os investimentos necessários e expandir a cobertura dos serviços, principalmente em regiões mais carentes e periferias das grandes cidades, afirma o secretário nacional de Saneamento, Jonathas de Castro.

A atual edição do SNIS-AE apontou que foram feitas 545,4 mil novas ligações de esgoto em todo o País – aumento de 1% na comparação com 2016. Já as redes de esgoto ampliaram-se 3,2%, num total de 9,7 mil quilômetros. Isso possibilitou um aumento de 1,3% na população atendida, ou seja, mais de 1,4 milhão de habitantes passaram a contar com acesso a redes de esgoto.

Em relação aos volumes de esgotos coletado e tratado, foi observado um acréscimo de 252,5 mil metros cúbicos (4,6%) e de 122,9 mil metros cúbicos (3%), respectivamente. A oscilação positiva sinaliza melhoria na qualidade de vida da população e a redução de impactos decorrentes da poluição de cursos dágua e do meio ambiente.

... Continua. Para ler matéria completa, acesse o link via Portal Sanemaneto Básico

https://www.saneamentobasico.com.br/diagnostico-condicoes-saneamento-brasil/

Fonte: Diário de Petropólis via Saneamento básico.

Comente essa publicação